Sobra Tanta Falta

"Falta tanta coisa na minha janela... Falta tanta coisa na memória... Falta tanto tempo no relógio... Sobra tanta falta... Sobram tantas meias-verdades... Sobram tantos medos..." ...........................................[Teatro Mágico]

Sobra Tanta Falta

"Falta tanta coisa na minha janela... Falta tanta coisa na memória... Falta tanto tempo no relógio... Sobra tanta falta... Sobram tantas meias-verdades... Sobram tantos medos..." ...........................................[Teatro Mágico]
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Arquivo de: 2008

04.07.08

musicando

(olhares.com)

 

 

 

Não mude o tom da voz
Não se descontrole
Eu também não sei o que fazer

Não quero mais falar
Já conheço os efeitos
De não ter ninguém pra confiar

Aumente o volume
É melhor pra nós dois
Se não há mais o que dizer
Não tente negar depois

Solte as suas mãos das minhas e procure viver mais do que
palavras
Amanhã não pode ser igual, tem que ser mais
Muito mais do que promessas falsas sob luzes apagadas
E um bilhete no bolso esquerdo do seu paletó
Adeus

Sei que nada vai mudar
Além do seu sorriso
Mas não fique mudo ao me olhar

Assim pode ser mais fácil
Pode ser mais leve
Fechar os olhos e se controlar

.........................................................................................(Columbia www.columbianet.com.br)

  • criado por  Les criado por Les
  • Postado em 19:23:59

20.06.08

Someday we'll know...

(olhares.com)

"Someday we'll know
Why I wasn´t meant for you

...

Someday you'll know
That I was the one for you

...

If I could ask god just one question
Why aren't you here with me....tonight "

............................................................................................[New Radicals]

 

 

 

Yes, someday we'll know...

  • criado por  Les criado por Les
  • Postado em 20:57:52

14.06.08

Alma Sobrevivente

    

(olhares.com)

 

 

 

     Estou caminhando já faz algum tempo, sei que não encontrarei muitas respostas por aqui, mas preciso continuar. Mover-se mesmo que não tenha definido muito bem onde largar tantas dúvidas, tantos temores, sentindo-me velho antes de deixar de ser jovem.
     Tenho respondido tantas perguntas de problemas alheios, está tão fria a noite, talvez devesse voltar para casa, só que ainda permanece tudo muito inquieto dentro de mim. E minhas respostas eu não encontro. Alguém deveria ajudar aquela senhora, aquela criança é tão nova para ainda estar acordada vendendo doces na rua, alguém faz uma proposta e ela acaba cedendo, e vende sua vida por um prato de comida e a bíblia se repete e ninguém percebe o quanto ela ainda é autentica.
     Vejo as pessoas enquanto caminho, rostos aflitos, olhares distantes, o que será que os preocupam, pelo o que procuram, como será em seus lares. Alguns riem, mas não são risos de alegria ou graça, são risos de tristeza, riem como quem têm chorado muito. E os carros passam, aquele nem abriu o vidro para ouvir o vendedor, o casal se beija, a mulher fala ao celular enquanto o acompanhante aguarda o sinal abrir. E a vida segue...
     Não gosto de reticências, mas confesso que não me animo a completar as frases, os dias e não espero pelos sonhos, mesmo tendo algum dia acreditado neles como se fossem as únicas realidades verdadeiras. Hoje só vivo.
     Tenho a alma inclinada à tristeza, já aceitei isso em mim, não é auto-piedade, é apenas um estar triste como de quem já provou da efemeridade das coisas, de quem tem na agenda telefone de amigos que se foram, fotografias de tempos antigos, de quem teve certezas e agora só tem o ar, de quem teve fé e agora só perguntas, de quem apenas acha que já viveu o suficiente e que já pode ser retirado de cena.
     A oportunidade aparece e você não agarra ou quando agarra era melhor não ter o feito. Você quer escutar um amigo, mas ele está ocupado, ainda existe aquele serviço “um amigo ao telefone”?, ah sim, estamos na era da internet, mas era tão bom ouvir a voz de alguém, mesmo que tivesse que pagar por isso.
     Odeio discursos vazios, aqueles que seguem clichês “faz o que eu faço...”, desculpe-me, mas isso realmente merece uma reticência, ela nunca se preocupou com ninguém e agora vem comentando sobre sermos individualistas, estes dias atrás estava falando mal de uma colega de classe sem ao menos conhecer a verdadeira história, agora está aí, intentando uma catarse discursando de como deveríamos tratar nosso próximo. Sinceramente ando sem paciência!
     Não ter tanta esperança nos priva de desilusões, monotonizar o cotidiano possibilita maravilhar-se com qualquer manifestação, ser subestimado evita cobranças e você pode até surpreender. Estou aprendendo sobreviver aqui, já que não sei quanto tempo isso ainda vai durar.
     Taciturno, talvez seria esta palavra a empregar, ultimamente, isso já tem anos, escolhi gostar do introspectivo, por isso às vezes não tenho assunto ou não tenha na verdade com quem conversar sobre, gosto de pessoas que viveram há mais de cem anos, gosto de músicas que dizem alguma coisa, admiro a natureza e quase ninguém se importa de ouvir um comentário sobre. E as conversas são outras, fúteis, fúteis e fúteis ou eu realmente esteja completamente errado, velho. Caminhando ao contrário, tornando-me fugitivo.
     Não quero viver de glórias passadas, nem tecer comentários, o que fiz, esta conjugado no passado e os tempos são outros, eu mudei, e meus gostos também, condicionamento? não sei, adaptação? talvez, cautela? com certeza.
    Assim é a vida... haverá alguém esperando, não sei, tantas idas e vindas, uma hora o pródigo acaba por ser esquecido.

  • criado por  Les criado por Les
  • Postado em 10:47:10

07.06.08

Todo Encanto e Beleza em 120 Anos

Fernando Pessoa, por Almada Negreiros

Caminho ao seu lado

Duas almas triste somos nós

Suas palavras acalentam meus dias sós

E em teu fingir aprendi que não há viver sem mentir

Mentir-se a saudade,

Mentir-se os amigos

Proibir-se o amor,

Mas quanta verdade há em ti!

13 de junho de 2008

120 anos de um homem tímido,

de espírito inquieto,

de olhos nostalgicos,

de sonhos inalcansaveis,

De beleza inigualável, 

Fernando Pessoa!

 

 

Ps.: Claufe Rodrigues está com um documentário imperdível:

http://especiais.globonews.globo.com/fernandopessoa/

 

 

  • criado por  Les criado por Les
  • Postado em 11:23:19

03.06.08

Confunsion

   

(olhares.com - Fotografia de Rui V )

 

 

     Hoje chorei à tarde toda, comecei fazer meu TCC, na verdade já havia começado é que depois de várias trocas de e-mail com minha orientadora, hoje eu a conheci pessoalmente e não sei bem na verdade se foi melhor ou pior (rs).
    A questão é que ela duvidou do meu vocabulário na escrita e me olhava o tempo todo com uma cara de quem não estava entendendo nada. Pediu-me para que apresentasse o meu objetivo, o que me deixou extremamente nervosa (no sentido de temor), pois não tinha sido isso que ela havia combinado comigo, resultado, não consegui esclarecer nada, acho que foi por esse motivo que aquela expressão de confusa não saía do rosto dela (rs).
    Estou trabalhando com Fernando Pessoa, propriamente: a estética da sensação na obra de Fernando Pessoa, título do meu TCC. A princípio pode parecer um pouco rebuscado ou complicado, mas não é. A idéia é simples.
Toda a produção poética de Pessoa tem como base a sensação, tanto que ele criou o Sensacionismo, estética esta fundamentada em que toda obra de arte é gerada a partir de uma emoção nossa, o que é simples de entender. Para aqueles que tem por habito escrever, escreverá um poema ou qualquer outra forma de texto, quando estiver triste, alegre, entusiasmado, apaixonado e por aí a fora. A escrita será o mecanismo chamado: arte, onde escritor representara sua emoção. No entanto se tratarmos de escultor, ele representará sua emoção numa escultura e assim por diante.
    O fato é, tenho que demonstrar (entenda-se: comprovar) como isso acontece, então escolhi o heterônimo em que esse sensacionismo é evidente; Álvaro de Campos e utilizarei o poema intitulado Passagem das Horas.
   Como funciona esta construção a partir da sensação? Escolhi o poema citado pois ele caracteriza uma saudade de coisas não vividas, logo no início o poeta demonstra isso:

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.


     Fernando Pessoa só viveu longe de Portugal quando se mudou para África com sua mãe, e morou por pouco tempo lá. Após retornar para Portugal permaneceu ali até sua morte. O que dá sentido quando ele diz que estas recordações que ele guarda, são recordações sonhadas. (Relembre agora se há em você alguma saudade de algo que você não conseguiu viver ou ainda quer viver).
    Pessoa toma esta sensação de saudade, transforma num objeto (o poema), gerando a recordação de algo em sua memória o que levará você sentir a saudade ou qualquer outro sentimento novamente. É a sensação da sensação.
   Estou escrevendo este texto por sugestão de uma amiga. Ela disse pra mim, depois de me ver chorando um tempão:
- Lês por que você não escreve sobre isso no seu blog, assim talvez você possa clarear mais sua idéia.

É o que tentei fazer! (rs) já que tenho que escrever tudo de novo para apresentar para minha orientadora que quase conseguiu me confundir em meu objetivo principal.

Abraços ternos!

  • criado por  Les criado por Les
  • Postado em 16:32:52